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Revista da CONTEE
 
CONAE 2010
Trabalhadores do ensino privado discutem negociação coletiva
Professores e auxiliares administrativos do ensino privado se reúnem neste sábado (19) para avaliar a contraproposta apresentada pelo sindicato dos estabelecimentos de ensino privado (Sinepe-MT) na negociação coletiva deste ano.
A assembléia acontecerá às 15 horas, na sede do SINTRAE-MT, sindicato que representa a categoria. Na última sexta-feira (11), os dois sindicatos se reuniram para mais uma rodada de negociações.
Entre as principais mudanças propostas pelo Sinepe está o escalonamento dos percentuais das bolsas de acordo com o número de horas-aula de cada professor. As bolsas são descontos nas mensalidades oferecidas a filhos e dependentes dos professores para estudar na escola onde este trabalha. Segundo o sindicato, o escalonamento prejudicaria os trabalhadores que, mesmo tendo menos horas-aula, têm mais filhos ou dependentes.
A presidente do SINTRAE-MT, Nara Teixeira, rebateu a proposta, citando também os baixos salários da categoria. "Com os salários baixos, muitas vezes o que viabiliza a permanência do funcionário no estabelecimento são as bolsas oferecidas. Com a diminuição, se tornaria impossível para muitos professores continuarem dar aulas com os atuais salários", explicou.
Outra proposta do Sinepe é a utilização de 100% do período de recesso escolar para o banco de horas, deixando as escolas livres do pagamento de horas extras. O SINTRAE-MT luta pela extinção do banco de horas ou no máximo pela permanência dos 25% praticados hoje.
O sindicato patronal também quer a mudança da data-base da categoria de 1º de março para 1º de abril, e que o prazo máximo para o recebimento do aviso prévio seja 10 de dezembro, proposta que não está sendo aceita pelo sindicato laboral. "Se o professor só recebe o aviso em 10 dezembro, ele perde todo o mês para procurar outro emprego ou programar-se para o ano seguinte", defende a presidente.
Outro ponto a ser debatido será o aumento de 10 minutos nas aulas do ensino superior, sugerido pelo MEC. Neste caso, os professores seriam pagos pelos 10 minutos a mais proporcionalmente ao que já recebem.
Reajuste de salários, criação de uma cláusula especial para escolas de idiomas e regulamentação dos cursos modulares também estão na pauta da próxima assembléia. Mais informações: 3623 3402


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